NOTÍCIAS - A importância da interação na primeira infância

A importância da interação na primeira infância

Texto desenvolvido por Diva Freire para a revista Saúde Ativa.

Pesquisas realizadas sobre a importância da interação dos bebês com seus familiares revelam que os recém-nascidos começam a aprender e a interagir com o mundo através do contato com seus pais, irmãozinhos ou adultos responsáveis.

Quem pensa que uma criança não aprende nada antes do primeiro ano de vida se engana, pois segundo especialista é nessa fase que há um trabalho neurológico e químico intenso que não ocorrerá em outra fase da vida. No começo de sua vida o bebê inicia o reconhecimento de tudo que está ao seu redor e todo o aprendizado dessa fase se refletirá na sua forma de se relacionar com o mundo.

Todos os cuidados e estímulos realizados nesse período vão definir seus valores, caráter, nível de tolerância, entre outros.

São muitos os aspectos a serem trabalhados no desenvolvimento de uma criança, porém vamos nos deter no Aspecto Afetivo.

Segundo Maria Teresa Eglér Mantoan – pesquisadora de psicologia da UNICAMP, as crianças aprendem a amar, ou seja, todas necessitam de alguém que as pegue no colo, brinque, sorria, converse com elas, porém esse sentimento deve ser verdadeiro, porque elas percebem muito bem quando são, de fato, amadas e queridas.

O elogio é fundamental nesse percurso para que a criança prossiga encorajada na conquista do mundo. Todas as tentativas realizadas por ela devem ser validadas, por menor que possa nos parecer. Com certeza, nossa atitude irá dizer o quanto ela é respeitada.

A criança observa como o adulto se comporta diante dos desafios e conflitos e assim constrói modelos de conduta.

Sabemos que, à medida que se desenvolve, necessita de oportunidades para interagir com pessoas e objetos do mundo com liberdade, livre de tensões que limitam sua tendência natural para se tornar autônoma. Lembrando que ser autônoma não quer dizer fazer o que quer e sim que, aos poucos, considere o desejo e opinião do outro.

Autonomia é saber governar-se, saber decidir por si mesmo, respeitando os limites do outro.

Nesse percurso, entendemos que o desafio de ser autônoma é grande, pois a criança não consegue ainda sair de dentro de si (descentrar) e considerar o ponto de vista do outro. Ela necessita de tempo e boas intervenções para alcançar a autonomia.

Segundo Mantoan, as escolas também são locais que ensejam o desenvolvimento da autonomia, desde que:

- Ofereçam à criança oportunidades de interagir com outras crianças e com adultos, num clima de respeito mútuo, justiça, cordialidade – isto significa tratar a criança com a mesma consideração que se exige dela com relação aos adultos.

- Permitam à criança decidir sobre suas atividades, companheiros de trabalho, brinquedos e roupas;

- Ensinem ela a honrar compromissos, realizar tarefas previamente combinadas, cumprir regras estabelecidas democraticamente;

- Incentivem a criança a debater, a trocar ideias e experiências com seus colegas e adultos.

Concluímos então que toda a atmosfera do ambiente onde a criança está inserida poderá promover ou impedir seu desenvolvimento.

 
 

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