NOTÍCIAS - A importância do diagnóstico antecipado no déficit de atenção

A importância do diagnóstico antecipado

Texto desenvolvido pela diretora Teresinha Pereira de Almeida para a revista Saúde Ativa.

Nos últimos anos, as escolas têm recebido cada vez mais alunos com diversos transtornos e distúrbios que vêm à tona ao longo do ano letivo, sem um diagnóstico antecipado. Esses distúrbios são percebidos dentro da sala de aula, após comprometerem o desempenho do aluno que, por sua vez, sofre, além de tantas outras coisas, com o tempo perdido. O tempo que poderia ser ocupado com tratamentos é gasto com as “ainda” desconfianças sobre se a criança tem ou não o problema.

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, o chamado TDAH, comum em apenas 3% a 6% das crianças, é um dos distúrbios diagnosticados, em grande parte, na fase escolar e com isso a demora torna-se, sem dúvida alguma, um grande prejuízo para a criança, pois ela pode ser inicialmente confundida como um aluno sem limites ou, em alguns casos, ser rotulado pelos colegas e professores.

No início das aulas, com todas as novidades com que o novo ano letivo se apresenta, é difícil que as características de um portador de TDAH sejam imediatamente percebidas. Mas logo essa criança vai se tornando diferenciada no ambiente escolar por apresentar dificuldades em obedecer o código disciplinar, agitação, falta de concentração, baixo rendimento etc. Assim, a criança, e obviamente sua família, passam a contar com a boa estrutura da escola, que, se bem preparada e atenta, inicia um processo de observação mais criterioso quanto a seus comportamentos, para depois agendar uma reunião com os pais a fim de entender melhor aqueles comportamentos e então solicitar uma avaliação de um especialista.

O baixo índice de diagnósticos do TDAH é resultado das semelhanças que os sintomas desse transtorno têm com a falta de disciplina da criança em sala de aula. Além dele, outros distúrbios apresentam as mesmas semelhanças, por isso é de extrema importância a observação assídua dos pais quanto ao comportamento dos filhos.

Mas não é apenas em crianças que esse distúrbio pode ser diagnosticado, apesar de se apresentar de forma diferente, o TDAH também é encontrado em adolescentes. Entre estes, frequentemente, a hiperatividade é menor e o distúrbio caracteriza-se mais por impulsividade contínua e, da mesma forma que na infância, na adolescência o TDAH também resulta em baixo rendimento escolar.

Os fatores que favorecem um bom prognóstico em crianças e adolescentes com TDAH são a avaliação e a intervenção precoces; compreensão e aceitação próprias de problemas; uma família apoiada a um sistema escolar compreensivo e compatível com o nível de desenvolvimento.

Os pais, às vezes, demoram a levar a um especialista por acreditarem e terem esperança de que aquelas atitudes possam desaparecer à medida que a criança cresce ou a escola exija mais dela.

Para finalizar esse acompanhamento, é importante para o sucesso das crianças com TDAH, uma percepção rápida dos pais, uma avaliação correta do profissional e uma união entre estes e a escola. Pois todos devem conjugar com os mesmos objetivos e acreditar na forma pedagógica que a escola pratica, além de, claro, acreditar no potencial da criança ou adolescente.


 
 

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