Psicomotricidade é a ciência da educação que estimula o desenvolvimento dos movimentos ao mesmo tempo em que trabalha as funções da inteligência. Para efetuar o deslocamento de qualquer objeto, a criança estimula primeiramente o cérebro e em seguida efetua o movimento, trabalhando assim o controle mental sobre a expressão motora. A infância é o período para se trabalhar a psicomotricidade, pois contribui de maneira expressiva para a formação óssea e muscular, a estruturação corporal, além da estimulação intelectual. As primeiras evidências de um desenvolvimento mental normal são as manifestações motoras.
Como a escola deve posicionar-se frente à questão da psicomotricidade?
A escola deve estimular a criança para a compreensão das experiências do seu corpo e das possibilidades de se expressar, auxiliando-a a se localizar no tempo e no espaço.
Os profissionais envolvidos devem trabalhar a psicomotricidade de forma lúdica, através da recreação, de jogos, oportunizar cambalhotas, equilíbrio em um pé só, caminhar sobre uma linha no chão, dentre muitas outras atividades. Crianças que apresentam distúrbios no seu esquema corporal mostram dificuldades na percepção de partes do seu corpo. O não desenvolvimento das necessidades motoras poderá colocar a criança em posição de desigualdade diante do seu grupo, isto causa ansiedade, tensão, insegurança e, consequentemente, problemas emocionais que interferirão nas suas atividades intelectuais e na sua adaptação socioafetiva, o que deverá ser evitado pelo profissional da Educação que esteja envolvido.
A educação psicomotora deve ser uma experiência viva, ativa, em forma de jogos e em grupo, para favorecer a socialização e para que as crianças desenvolvam suas competências e capacidades plenamente para o futuro.
Matéria desenvolvida pelo Professor de Ed. Física, Júnior Simões, para a revista Saúde Ativa.