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REFLETINDO PARA EDUCAR

FORMANDO PENSADORES NA ESCOLA

Autoria: Ivanilson da Costa

Um dos maiores desafios para as escolas do século XXI é formar pessoas capazes de refletir sobre o mundo e as problemáticas que o circundam. Muitos professores erram ao pensar que o mero contato ou acesso dos alunos às informações garantem aprendizagem; entretanto, não é bem isso que ocorre. Para que haja aprendizagem efetiva, é fundamental que o aluno assimile essa informação – adquirida por meio de livros, sites, blogs, dentre outros – e a acomode em suas estruturas cerebrais, desencadeando as famosas sinapses.

Muitos Estabelecimentos de ensino são verdadeiros monstros que devoram sem dó nem piedade crianças e adolescentes, incutindo-lhes, desde tenra idade, o desejo de serem aprovados no vestibular. Na maioria das vezes, essas escolas oferecem um ensino pautado apenas na recepção passiva de informações, sem ocorrência da construção do conhecimento por parte dos alunos. Ora, já é sabido que o que os educandos realizam tem mais significado para eles. Para Formar pensadores, é preciso que o professor, primordialmente, seja um sujeito instigador, mediador, pesquisador, e questionador das ideias e concepções vigentes. O educando precisa compreender que os conhecimentos dispostos para a humanidade estão em constate processo de reformulação e dinamicidade. É essencial que o aluno entenda que ele próprio pode contribuir para essa reformulação.

Um dos métodos eficazes na Grécia antiga, e que ainda surge efeito na educação é a maiêutica, palavra grega que significa arte de trazer à luz. É um método criado pelo filósofo grego Sócrates, que consiste em questionar os argumentos apresentados pelas pessoas, que de forma que, através desses questionamentos, o indivíduo perceba a fragilidade de suas convicções a respeito de algum assunto. Os estímulos maiêuticos nada mais são do que a proposta de desenvolvimento da autonomia do cérebro, isso no que diz respeito ao aspecto da cognição, através de perguntas criativas e propositivas. Não se trata de “despejar” perguntas para os alunos, mas de lançá-las de forma planejada e sistematizada, procurando sempre, por meio dessas indagações instigantes, suscitar o imaginário e a reflexão no sujeito.

Formar pessoas com base na “decoreba” do ensino tradicional é um crime, tanto contra a produção intelectual como para os próprios aprendizes, que levaram para o resto de suas vidas as marcas de um ensino deficiente e incompetente.

Ivanilson da Costa, Professor, pedagogo, pós graduado em psicopedagogia Institucional e Clínica, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento ( SBNEC ). Autor do Livro Novas tecnologias: desafios e perspectivas na educação.

 
 

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