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REFLETINDO PARA EDUCAR

HÁBITOS DA MENTE: QUE COMPETÊNCIAS OS JOVENS PRECISAM APRENDER? 

Autoria: Karina Dutra

Há anos participamos de discussões sobre caminhos que possam melhorar a qualidade da educação no Brasil, sempre buscando soluções que acreditamos ser as mais adequadas para ajudar a garantir o sucesso e a felicidade dos alunos na escola e na vida. Mas afinal de contas, quais são as competências os jovens precisam aprender para atuar na sociedade atual e se preparar para as profissões do futuro? Venha conhecer os hábitos da mente!

Um dos focos das discussões atuais são as competências socioemocionais, conceito que vem ganhando notoriedade por desenvolver atitudes essenciais para a autonomia e o protagonismo destas gerações de nativos digitais.

Neste mundo conectado e em constante transformação, muito se fala sobre reformular a estrutura da sala de aula e a dinâmica do processo de ensino-aprendizado, ficando em segundo plano a reflexão sobre a formação social e a consolidação das identidades.

Os inúmeros desafios que os jovens podem enfrentar dentro e fora da escola exigem que haja condições para o desenvolvimento das competências apropriadas para o seu êxito acadêmico e profissional. Dentre elas, estão a competência leitora e o raciocínio lógico-matemático, já reconhecidos pelo sistema educativo e essenciais para o sucesso em exames internacionais.

No entanto, algumas competências não são adequadamente registradas por testes de desempenho e não estão contempladas na maior parte do currículo das escolas, embora sejam igualmente relevantes para o completo desenvolvimento do ser humano.

Pesquisas recentes, realizadas por economistas, psicólogos e educadores, demonstram que competências socioemocionais como persistência, tomada de decisões conscientes, pensamento crítico, cooperação e capacidade de resolução de problemas impactam positivamente o desempenho dos estudantes dentro e fora da escola. Por isso, são tão importantes quanto as habilidades cognitivas tradicionalmente desenvolvidas no ambiente escolar.

 

“Com o acesso abundante ao conteúdo, o que a pessoa precisa é saber escolher, separar fatos de opiniões, saber navegar em meio a muitas informações não filtradas. Daí a importância do pensamento crítico. E a resiliência tem a ver com um mundo menos previsível. Se não sei que profissões existirão, preciso me adaptar.” Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann

 É consenso entre os educadores que estudantes mais organizados, focados e confiantes conseguem aprender mais e continuamente. Ao mesmo tempo, alunos persistentes e resilientes tendem a se comprometer mais com os objetivos de longo prazo e a lidar melhor com frustrações e conflitos.

O desenvolvimento multidimensional dos alunos, propiciado por essa abordagem socioemocional, já é reconhecido pelas escolas. Hoje se entende que o aprendizado envolve o domínio de competências que não são diretamente cognitivas. Entretanto, embora haja esse reconhecimento inclusive por parte dos pais, pouco esforço tem sido dedicado ao seu desenvolvimento intencional, bem como à avaliação da efetividade das intervenções para promovê-lo.

A principal causa dessa limitação está ligada à falta de conhecimentos e de recursos relacionados aos modos pelos quais essas competências podem ser desenvolvidas e avaliadas em diferentes contextos de aprendizagem.

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