NOTÍCIAS - Você conhece o construtivismo?

Você conhece o construtivismo?

Texto desenvolvido pela diretora Teresinha Pereira de Almeida

O começo do Construtivismo

O psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), a maior autoridade do século sobre o processo de funcionamento da inteligência e de aquisição do conhecimento, demonstrou a teoria Epistemologia Genética: a criança raciocina segundo estruturas lógicas próprias e, diferente da lógica madura do adulto, evolue conforme faixas etárias definidas.



O construtivismo para a construção de um aluno autônomo

O Construtivismo não é um método como muitos consideram. As propostas pedagógicas com o nome de construtivistas foram assim batizadas a partir do trabalho apresentado por Emília Ferreiro, aluna de Piaget, que investigou a Psicogênese da Língua Escrita, isto é, o processo pelo qual as crianças aprendem a ler e a escrever.

O construtivismo tem duas grandes metas: o desenvolvimento da autonomia moral, cujo objetivo é que a criança desenvolva a condição para ser uma pessoa que não seja governada por outras e que tenha autonomia para definir o que é bom ou não, sempre em comum com a coletividade. A autonomia intelectual é outra meta que se espera que o aluno atinja no decorrer de seu processo de aprendizagem, que chamamos de “aprender a aprender”, isto é, que tenha autonomia para buscar uma informação e saber onde encontrá-la. Por isso a prática de pesquisa é muito utilizada porque desenvolve uma consciência crítica, os questionamentos, o saber buscar, o fazer perguntas. Segundo Demo (2003), o educar pela pesquisa promove a construção do conhecimento e aprendizados que superam a reprodução de informação.

Entendemos também que a memorização é essencial para agilizar o cálculo mental, mas isso deve ocorrer após o aluno compreender o significado das operações aritméticas. O que os construtivistas não aceitam é a memorização puramente mecânica, isto é: aprender a técnica antes do raciocínio.

A gramática se aprende dentro de um texto e não descontextualizada e isolada. Para se escrever bem há de se escrever bastante, assim se criam boas e ricas oportunidades para o aluno entender e dominar o processo de escrever corretamente. Isso se adquire praticando a escrita.  Os erros gramaticais vão sendo trabalhados dentro do texto. O que conta dentro da nossa proposta educacional é saber escrever, o que acontece quando o texto se apresenta com coerência e coesão.

A avaliação acontece em vários momentos do processo. Tem o caráter investigativo: de julgar a aprendizagem e o professor reavaliar o seu planejamento. Nesse processo tanto o aluno quanto o professor integram-se ao se autoavaliar e planejar seus rumos.

A sala de aula, numa escola construtivista, é uma sala em movimento, tem ruídos dos alunos que sempre estão trabalhando em grupos e são sempre solicitados e estimulados a opinar, a participar. O educador é o mediador que acompanha a discussão dos grupos, diferente da metodologia tradicional quando, enfileirados em sala de aula, os alunos assistem durante várias HORAS ao que o professor, transmissor do conhecimento, expõe.

Na proposta construtivista, na relação professor-aluno, o protagonista é o aluno, que é visto como um sujeito que pensa, ativo cognitivamente, que participa, toma decisões e trabalha em grupo. Enfim, por isso é um sujeito cognoscente.

 
 

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