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Ensinagem ou Aprendizagem: qual o foco da Educação?

Escola Moppe

Ensinagem ou Aprendizagem: qual o foco da Educação?

10/09/2020 • Equipe Moppe

Aproveitando o momento, em que as práticas educacionais ocupam alta relevância nos debates sociais,  trazemos a tona reflexões construídas a partir das pesquisas, e sobretudo a partir da prática pedagógica na Escola MOPPE. Assim o par “ensinagem e aprendizagem” nos parece um bom veículo para refletir   a respeito do papel do aluno, do educador e da avaliação sob a ótica da escola que reconhece e atua dentro de contextos contemporâneos. 

Para entender o aluno de hoje e suas necessidades de aprendizagem,  precisamos, antes de tudo, olhar para o mundo em que ele vive, compreender a volatilidade do contexto atual, sem aquele saudosismo que tenta salvaguardar a imagem de um passado supostamente ideal. Até porque toda época tem suas bonanças e mazelas, com desafios e progressos. Pensemos em quantos hábitos o professor, o aluno,  o pai ou a mãe, tiveram que adaptar ao longo de sua jornada profissional e pessoal nos últimos 5, 10, 20 ou 30 anos, no quanto os avanços da tecnologias  os fizeram aprender ou modificar algo em sua vida.

Nosso aluno é superestimulado pelas chamadas novas mídias digitais. Assim como nós, vive num mundo globalizado, muito diferente de um passado, ainda que recente, quando o contato com as informações faziam-se por meio do jornal impresso, do telejornal diário ou noticiários de rádio, ou  quando  a comunicação entre pessoas se dava no máximo por telefones fixos e cartas. Hoje o acesso à informação e o contato ocorrem em tempo real. Vivemos imersos nessa  conectividade global. Convivemos com a  implacável velocidade da inovação; e, portanto com a exigência constante de desenvolvimento de novas habilidades e conhecimentos.

Dado esse cenário, não é possível julgar ou avaliar que as experiências que o estudante de hoje precisa ter sejam as mesmas do passado. Ele está inserido em uma cultura geracional diferente, com hábitos diferentes. Lembre-se de que a infância e a adolescência são fases do desenvolvimento humano, e que o indivíduo adulto formou-se  ao longo dos anos de experiência e que continua a  desenvolver-se constantemente. 

 O mundo é outro, o aluno é outro. Tudo vem mudando de forma frenética. E a escola? Eis aqui as questões que devem nos motivar: a escola conversa com o contexto contemporâneo? De que forma? Quais são as necessidades educacionais dessa geração? De que maneira elas se diferem das anteriores?

Para atender às demandas acadêmicas, sociais, afetivas e profissionais, é fundamental a abertura do diálogo escolar com o desenvolvimento de competências, abrindo espaço para as habilidades digitais e para o empreendedorismo na escola, por exemplo. E, da mesma forma que é necessário aprender para acompanhar os avanços tecnológicos, é preciso aprender sobre a evolução do  processo educacional para se tornar capaz de praticar e avaliar as práticas pedagógicas atuais.

Atualmente, sabemos que ensinar e aprender são processos distintos .O aluno é autor do seu conhecimento, recebe informações do mundo externo, mas o processo de construção do conhecimento é interno e envolve habilidades de identificação/localização, interpretação, de correlação, análise, síntese. Além, é claro, da disponibilidade para aprender e das condições emocionais, físicas/biológicas.

E aqui fazemos a distinção entre a “ensinagem” e a “aprendizagem”. Por muito tempo a escola acreditou que o simples fato de ensinar um conteúdo gerava a aprendizagem, que se configura nesse caso como a transmissão de conhecimento conceitual – daí vêm os termos como “passei o conteúdo”, “dei aula o dia todo”, “exercícios de fixação” entre outros centrados no professor.

Conhecendo o cenário real desta geração, vislumbrando as possibilidades de futuro e compreendendo a construção do conhecimento como processo autoral de cada indivíduo, já podemos pensar sobre o papel do educador.

Se o aprender está relacionado à construção de significados pelo “aprendiz”, a pergunta central do professor, ao planejar suas aulas, muda de “Qual conteúdo ensinar?” para indagações do tipo “Como viabilizar a aprendizagem?”. “Como desenvolver competências?” e ainda “É possível aprender procedimentos sem experienciar?”

Para a maioria dos estudantes, muitos conteúdos não passam de mero conhecimento escolarizado, sem relação com a vida prática. Isso acontece porque foram “passados”, “transmitidos”, e não aprendidos; ou seja, não fizeram parte de um contexto real e significativo do aluno. Como dar, então, significado para esses saberes? A resposta está na problematização e na experienciação. Lembrando que mudar de espaços ou materiais e continuar com padrões expositivos de aula, subutilizando os recursos tecnológicos, por exemplo, não favorece a aprendizagem, apenas mantém padrões tradicionais, já cristalizados, com uma mera roupagem tecnológicas.

Para elucidar a importância do desenvolvimento das competências, façamos um paralelo com o processo de comunicação. Não basta dominar os códigos da escrita e da fala para que a comunicação seja eficiente. É preciso compreender o destinatário da mensagem, o contexto, a forma de transmissão; além de garantir que a mensagem seja recebida e compreendida. Envolve processos de fala, escuta e análise. Em resumo: não basta saber falar, é preciso falar bem para determinado público; ter competências comunicativas.

Para clarear essa discussão, vamos tomar por modelo as práticas no Laboratório de Ciências que promovem – ou deveriam assim acontecer – a problematização, o levantamento de hipóteses, a experimentação, a testagem, a observação, a análise e a validação do experimento. Os alunos aprendem fazendo e testando possibilidades. A ideia central da experimentação científica não deve restringir-se às disciplinas dessa área do conhecimento. O professor precisa incentivar uma nova cultura voltada para a resolução de problemas, para a pesquisa e para a colaboração entre os estudantes.

Pensemos no porquê aprendemos pontos cardeais e em qual contexto social este conhecimento seria útil. De que adianta desenhar a rosa dos ventos e não saber localizar-se espacialmente no trânsito? Aprender análise sintática e morfológica e não saber textualizar ideias ou histórias? 

Boas escolas sustentam a aprendizagem das crianças em “saber fazer”, principalmente em procedimentos. Um aluno que desenvolve autonomia intelectual, que aprendeu a aprender, sai da escola e continua buscando conhecimento para resolver problemas. Um aluno que desenvolve autonomia moral – pilar também fundamental para o desenvolvimento de competências – resolve problemas mobilizando conhecimento, ética e empatia.

Já falamos do papel do aluno e do professor, falta-nos falar sobre o combustível, o elo entre os atores e processos envolvidos na aprendizagem: a avaliação.

Primeiro é essencial entender a avaliação como processo que vai além do instrumento “prova”, que envolve objetivos bem traçados para trazer dados sobre a aprendizagem e sobre o ensino (compreendido como aqui como mediação). Ou seja, avaliação é meio e não fim; orienta o percurso, não é o pódium. A avaliação mede a aprendizagem, gerando notas para atender a um sistema escolar, mas sua genuína essência alimenta a metacognição (como eu aprendo, o que eu aprendi, o que preciso fazer para aprender) e o planejamento do professor.

A escola precisa se dar conta de que as provas não são o único ou o melhor instrumento avaliativo. Se assim fosse, por que as provas não dão conta de processos seletivos no âmbito profissional, por exemplo? Por que são necessárias dinâmicas de grupo, testes práticos, entrevistas ou outras atividades? 

O ato de avaliar não deve ser confundido como ratificar ou retificar, mas sim como verificar, checar e compreender o que foi aprendido. Devemos avaliar com a finalidade de checar se o que esperávamos que está de fato acontecendo, com a intencionalidade de criar planos de ação para reorientar o estudante, de forma que ele seja capaz de atingir o objetivo que foi traçado.

Como medir e contribuir para o processo de aprendizagem durante o percurso? A resposta encontra-se na compreensão dos objetivos, planejados cuidadosamente a partir de instrumentos que gerem dados sobre a aprendizagem, com a finalidade de retroalimentar todo o processo de aprendizagem e de ensino. Podemos citar aqui alguns instrumentos: provas objetivas, discursivas, argumentativas,  autoavaliação, critérios avaliativos ou pautas de observação em situações de  trabalhos em grupo, exposição oral, desempenho em atividades rotineiras e produções textuais.

Dados têm a finalidade de nos prover informações para que possamos acompanhar o processo de aprendizagem de forma mais rápida e assertiva, garantindo que teremos a visibilidade da realidade pelo máximo de ângulos possíveis, permitindo a personalização da aprendizagem.

Abro, neste momento, um parênteses para uma breve reflexão sobre o erro, tão procurado para medir a aprendizagem, para classificar o conhecimento. O erro é um direito do estudante. Eles geram dados, nos trazem informações preciosas sobre o processo, revelam o raciocínio do aprendiz. O bom mediador da aprendizagem tem olhar analítico sobre o erro, enxerga-o como hipóteses do pensamento.

Quando um professor vê a expressão facial de confusão ou dúvida de um aluno em sala de aula, entende que ele pode não ter compreendido aquela parte da explicação. A expressão facial do aluno também é um dado, e a capacidade do professor de interpretar esse dado e decidir mediar de outra forma o assunto é o plano de ação tomado sobre a interpretação do dado. 

As reflexões sugeridas até aqui sobre o fazer pedagógico sustentado pela clareza do conceito de autoria da aprendizagem, de avaliação como combustível para o processo, de professor mediador e da importância de experiências significativas potentes para gerar conhecimento apontam para uma escola que conversa com a realidade do seu tempo e desenvolve competências essenciais para a vida acadêmica, profissional e pessoal dos estudantes. 

E para fechar esta breve reflexão sobre a diferença entre a ensinagem e a aprendizagem, segue uma constatação do autor, professor e precursor de metodologias ativas, José Moran, sobre o que as aulas remotas emergenciais revelaram  a respeito das contradições entre as práticas escolares e o universo real dos estudantes: “O problema não está em aprendermos ou não em plataformas online. O que está revelando este período é que a maior parte das escolas vem ensinando de uma forma inadequada, muito conteudista, dependente do professor, com pouco envolvimento, participação e criatividade dos estudantes”. 

Andrea Santos

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